sábado, 28 de julho de 2012
Achava que amizade era igual casamento, aquela história "na alegria e na tristeza". Mas tem amigos que só lembram que você existe nos momentos de tristeza. Você consola, aconselha, escuta. Tudo passa, se resolve. Aí na hora da comemoração, puft! Vão lá comemorar com quem, aposto, não teria um décimo da sua paciência durante a tristeza. Isso tá mais pra psicólogo do que pra amigo, e, na boa, não sou psicóloga ;)
domingo, 22 de julho de 2012
Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha. Que eu possa me desculpar antes do ódio. Que eu possa escrever cartas de amor de repente. Que eu possa viajar para adorar a distância. Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem. Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua. Que eu pense na rua ao atravessar o amor. Que eu dê conselhos sem condenar. Que eu possa tomar banho de cachoeira. Que eu seja a vontade de rir. Que eu possa chorar ao assistir filmes. Que eu não seduza para confundir. Que eu seduza para iluminar. Que eu não sacrifique a confiança pela covardia. Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas. Que eu faça amizades falando do tempo. Que eu possa amar mais sem contar as horas. Que eu use somente as palavras que tenham sentido. Que eu prove a comida nas panelas. Que transforme a raiva em vontade de me entender. Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes. Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo.
Fabrício Carpinejar
Fabrício Carpinejar
segunda-feira, 16 de julho de 2012
E finalmente acabou. A tempestade apazigou e a poeira abaixou, os sentimentos foram reorganizados nos seus devidos lugares. A lágrima deixou de cair e o sorriso voltou a brilhar, dessa vez, sem esconder nada, dor, sofrimento ou qualquer coisa do tipo. Não vou dizer que superei, mas digo, com toda a certeza, que aprendi a conviver com a sua falta. Daqui há um dia, dois… sei lá quantos mais, quem sabe, nos trombamos por aí. Talvez, o sentimento volte. Talvez, eu te peça um abraço e por algum descuido a minha boca pedirá pela sua, mas será só isso. Só uma vontade repentina, e não mais aquele martírio que eu vivi por longos meses.
sábado, 14 de julho de 2012
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